quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Integridade devocional

Matheus Viana

É interessante a dialética que o apóstolo Paulo utilizou em sua carta aos cristãos em Corinto ao falar das divisões existentes naquela congregação: carnais x espirituais. Desde o surgimento do pecado, somos subjugados por ela. Contudo, para melhor a entendermos, é necessário recordarmos a realidade humana antes do pecado.

Esta distinção não existia pelo fato do homem exercer, integralmente, na criação a ética de Deus estabelecida a ele, proveniente de seu relacionamento com o Criador, também chamada de mandato cultural ou culto racional.

Com o pecado, o homem se apartou de Deus e, consequentemente, de Sua ética. Assim, passou a seguir uma ética contrária originada em uma mente degradada pelo engano de Satanás (II Coríntios 11:3). Seus atos tornaram-se carnais por serem desprovidos da espiritualidade contida na ética divina, sendo esta um desdobramento do relacionamento entre Deus e o homem. Ou seja, esta espiritualidade, ou devoção, não tem nada haver com a dicotomia natural/secular -espiritual que muitos, equivocadamente, relacionam.

Quando recebemos o Espírito Santo, somos regenerados por recebermos a mesma essência que o homem recebeu ao se tornar um ser vivente (Gênesis 2:7, Romanos 8:11). Desta forma, na medida em que, por meio do consolo do Espírito Santo (Evangelho segundo João 14:26), somos submetidos à ética de Deus, esta dicotomia vai desaparecendo. Pois o Senhorio de Cristo é absoluto como consequência de sua redenção ser completa, conforme Ele mesmo (Evangelho segundo Marcos 12:28-30) e o apóstolo Paulo preconizaram (I Coríntios 10:31).

É a esta absolutização da ética divina sobre nós que Jesus se referiu quando disse: “Sejam perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.” (Evangelho segundo Mateus 5:48). A expressão perfeito é teleion, também traduzida como completo e íntegro. Assim, perfeição, neste contexto, é se submeter à ética divina integralmente, em todas as áreas de nossa vida. Logo, na vida de um cristão não existe tal distinção.

Paulo, por sua vez, estava lidando com pessoas que ainda estavam sob sua tutela. Por isso os chamou de carnais. Sendo, de acordo com a exortação paulina, carnal aquele que ainda vive sob tal dicotomia, surge a questão: O que é uma pessoa espiritual? É aqui que reside a grande confusão.

Por sermos influenciados por um pensamento dialético (duas éticas) e, dentro dele, antitético (éticas contrárias e excludentes), temos a tendência de classificar como espiritual o que for contrário a esta carnalidade. Assim, não atribuímos espiritualidade aos atributos humanos que Deus, em Sua sabedoria e soberania, atribui (Cf. Gênesis 1:28, 2:15).

O problema é que esta carnalidade também é produto de uma mentalidade dialética e antitética que redunda no dualismo citado por Paulo. Mas, diferente de Paulo, muitos (e coloque muitos nisto) classificam como carnal o que é considerado secular, e espiritual o que é do âmbito religioso/eclesiástico. Um erro crasso e, infelizmente, muito comum.

A espiritualidade ou devoção oriunda desta dicotomia é problemática por não ser íntegra. Esta falta de integridade, por sua vez, redunda em uma espiritualidade alienante. Você conhece o “irmãozinho do monte”? Nada contra orar no monte. Mas este não deve ser o “artifício único” de espiritualidade. No decorrer do desenvolvimento histórico do cristianismo houve pessoas que, fundamentadas em um pensamento estoico de que a matéria é, em si, má, exerceram uma espiritualidade de reclusão no deserto, em monastérios e mosteiros. Porém, a oração sacerdotal de Jesus em favor de Seus apóstolos também recai sobre nós, Seus discípulos: “Não lhe peço que os tires do mundo, mas livra-os do mal (Evangelho segundo João 17:15).

João, o Batista, viveu no deserto. Mas o contexto que envolveu o seu chamado foi peculiar. Deus quis emitir, além do cumprimento das profecias feitas por meio de Isaías, a mensagem de que estava rechaçando o sacerdócio corrompido e de que Ele não falava mais do Templo, mas do deserto através de um sacerdote que não se corrompeu com o farisaísmo. Assim, podemos ver que a devoção de João não foi alienante. Deus apenas quis que o povo entendesse que Ele estava substituindo o culto que era realizado no Templo pelo realizado no deserto através de João, o Batista.

Um homem lavar a louça para a esposa é tão espiritual quanto um momento de oração. O fato desta afirmação lhe parecer estranha – ou até sem sentido -, indica o quanto estás acometido por esta distinção. Lavar a louça implica em mordomia doméstica. Ela, por sua vez, redunda em harmonia familiar, que redunda na glorificação de Cristo por meio de testemunhos de famílias saudáveis.

É interessante a narrativa da devoção da Igreja em Jerusalém, em seus primórdios, descrita no livro de Atos: “Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações. (...) Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do Templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração” (Atos 2:42 e 46 - NVI).

Veja que Lucas, em seu relato, não classificou “ensino dos apóstolos” e “orações” como coisas espirituais e a “comunhão” e o “partir do pão” como carnais. Para um cristão, tudo o que envolve sua vida é culto racional. A Igreja de Atos vivia esta realidade, apesar de terem alguns Ananias e Safiras que faziam esta distinção.

Quantas pessoas conhecidas no meio evangélico priorizaram seus “ministérios” e não deram a devida atenção à família (cônjuges e filhos)? Os resultados? Divórcio, filhos químico-dependentes, entre outras catástrofes. Como disse Paulo a Timóteo, aquele que não cuida de sua família é pior do que o infiel. Família é algo espiritual. Trabalho, desde que não infrinja a Escritura, é espiritual. Com o termo espiritual quero dizer culto e devoção a Deus. Eis um ponto fundamental da renovação de mente elucidada pelo apóstolo Paulo, em sua carta aos romanos (12:1-2), a fim de que vivamos o culto racional.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Interação por instrução

Matheus Viana

A primeira interação de Deus com o homem, após este ser constituído como ser vivente, foi a emissão de Sua bênção e, logo em seguida, uma instrução. A narrativa bíblica é concisa: “Deus os abençoou e lhes disse: ‘Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre os animais que se movem pela terra.’” (Gênesis 1:28).

O que foi este abençoar? O soprar de Seu fôlego de vida (Gênesis 2:7). A partir do momento em que o homem recebe o fôlego divino, torna-se um ser consciente de sua existência. Mas tal consciência, por si só, não foi suficiente para a obtenção da consciência do propósito de sua existência. Algo que ocorre progressivamente e que evidencia a importância da instrução (ensino). É inevitável, diante deste quadro, o seguinte raciocínio: Sei que existo. Mas, por que e para que existo?

Este é o drama que o ser humano busca responder. Ele é a origem de todas as filosofias e ideologias. A instrução de Deus, que nada mais foi do que o revelar de Seu propósito ao homem, foi – e é – a resposta. Por isso o ensino é fundamental em nossa relação com Deus e, consequentemente, com o nosso próximo.

Há características fundamentais na instrução (ensino) de Deus ao homem. São elas: Autoridade e ordem. Tal instrução foi imperativa, e não meramente elucidativa como propõe a pedagogia “laica”. Como resultado da degradante relativização dos absolutos divinos, a autoridade tem sido reduzida a um construtivismo improdutivo, que faz a criança raciocinar apenas sobre suas experiências sensoriais e cognitivas, mesmo que ela não tenha a capacidade de aplicar sentido e significado a elas.

Conforme elucidei no livro Culto racional, a relação com a criação (natureza) é resultado da relação com o Criador. Antes de providenciar-lhe a experiência oriunda da relação com a criação, Deus fez com que o homem se relacionasse com o Criador. E este relacionamento é baseado em Espírito (fôlego de vida) e em verdade (instrução). Foi neste mote que Jesus instruiu a mulher samaritana sobre o culto racional (Evangelho segundo João 4:24). Toda racionalidade sã é resultado da relação do homem com a razão divina (sobrenatural).

Não há pedagogia sem ordem. Deus organizou a criação para colocar nela sua criatura principal. A instrução de Deus foi feita mediante ordens (imperativos) a fim de que o homem, ao recebê-las, as transmitisse a toda a criação. Antes de soprar Seu fôlego de vida sobre o homem, Deus fez seu corpo do pó da terra. Houve uma ordem criacional. E esta ordem, em todos os âmbitos, é oriunda de um imperativo: “Disse Deus: ‘Haja luz!’ E houve luz.” (Gênesis 1:3). A narrativa bíblica é clara. Deus colocou ordem no caos separando luz e trevas e também águas debaixo do firmamento das águas de cima dele (Gênesis 1:4-7).

Este princípio de ordem estava presente na instrução de Deus ao homem. Por sua vez, não existe ordem sem autoridade. Aqui é preciso diferenciar, para conceituarmos ordem, mandato e organização. Toda organização é resultante de um mandato (imperativo), seja ele de nós para nós mesmos ou de terceiros. Um mandato é emitido por alguém que exerce... autoridade. Logo, todo mandato tem como origem o de Deus à Sua criação, incluindo o homem.

A degradação atual, principalmente nos âmbitos social e moral, é consequência da degradação intelectual (considerando implicitamente a espiritual). E esta é resultado da abordagem pedagógica utilizada em nosso contexto. Pois toda autoridade, pelo fato da sociedade contemporânea agir sob a regência do materialismo histórico/dialético, é vista como opressora. Sem autoridade, não há ordem no processo do pensamento, que por sua vez leva ao conhecimento. A dificuldade da presente geração em organizar, de forma sistemática, seus raciocínios e consequentes aprendizagens é a suma demonstração deste caos.

O conhecido provérbio bíblico preconiza: “Ensina a criança o caminho em que deve andar.” (Provérbios 22:6). É notório o fato de que não é possível separar autoridade da atividade pedagógica. São aspectos coesos, implícitos um no outro. É desta autoridade que emana a ordem. Baseado nela, a criança, quando for adulta, não errará sua conduta.

A proposta da serpente ainda ressoa. Ela relativizou, perante Eva, a autoridade de Deus, primeiro transformando-a em autoritarismo; e depois transformando as verdades absolutas em mentiras e vice-versa. Transfiguração de conceitos e valores que o apóstolo Paulo denunciou em sua carta aos romanos (Romanos 1:23-25). A figura do professor em sala de aula está cada vez mais desprovida de autoridade, assim como a dos pais em suas casas.  

Esta autoridade não pode ser confundida com autoritarismo. Vemos que a autoridade de Deus sobre o homem, fundamento de Sua instrução a ele, tinha como intento prover sentido à sua existência a fim de que vivesse de maneira plena. Sem tal instrução, o homem estaria perdido em meio àquele vasto paraíso, pois não saberia o que fazer, muito menos o porquê de estar ali. Não é este o panorama da sociedade pós-moderna?

Sem sentido, o homem está perdido no labirinto de sua existência. Na tentativa de sair deste emaranhado, cria filosofias as mais diversas possíveis. Existencialismo e niilismo são apenas alguns exemplos. Mas não logra êxito em tal empreitada. Pois são filosofias baseadas em pressupostos que ignoram o aspecto principal do pensamento: autoridade de Deus, fonte de toda autoridade (Cf. Evangelho segundo Mateus 28:18-19).

Pensamos porque em nosso cérebro ocorre um complexo processo neural através das sinapses. Este processo obedece as leis e princípios eletroquímicos. Quando este processo “desobedece” estas leis, há desordem. E esta desordem causa males ao ser humano que a possui. O mesmo princípio aplica-se a todo o nosso corpo.

O Universo funciona através de leis físicas. A interação entre elas dá-se por uma ordem. Quando o ser humano pecou, esta ordem foi, de certa forma, comprometida (Gênesis 3:17). Mas a misericórdia de Deus, manifesta através da Graça comum, mantém a ordem no universo, apesar da degradação humana.

Nossa restauração ao padrão original de Deus ao homem inicia-se com o reconhecimento do Senhorio de Cristo sobre nós (autoridade), que a Bíblia chama de arrependimento. E desta autoridade o Espírito Santo tem liberdade para nos restaurar, conforme o apóstolo Paulo escreveu aos coríntios: “Mas todos nós com o rosto desvendado, contemplando como por espelho a glória do Senhor, somos transformados de Glória em Glória, conforme Sua imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” (II Coríntios 3:18). Tal restauração é impossível sem instrução.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Senso perfeito

Matheus Viana

Não existe perfeição longe de Deus. A perfeição refletida na natureza se perdeu por conta do ser humano cometer a insanidade de buscá-la à revelia de Deus (Cf. Gênesis 3:17). A beleza que encontramos hoje na natureza, que é suficiente para nos deixar atônitos, é uma pálida demonstração da perfeição do Criador.

O ser humano cobiçou e comeu do fruto ilícito por querer obter o conhecimento que não lhe era devido e, consequentemente, ser como Deus. Isso mesmo: ele queria ser como somente Deus é: Perfeito. A partir de então, o desejo se transformou em necessidade. Por isso nos esforçamos para supri-la.

As academias estão cada vez mais lotadas de pessoas ávidas para alcançarem o “corpo perfeito”. Vemos tal necessidade se manifestar nas várias áreas da vida, como por exemplo, nas artes e nos esportes. Há os que dizem - principalmente os darwinistas, baseados em uma cosmovisão naturalista/materialista - que ela é uma construção social. Se for, em que momento da “evolução” ela começou a ser construída? Onde e quando a necessidade de tal construção se originou? A falta de resposta a tais questões evidencia que tal suposição é equivocada.

A expressão usada no Novo Testamento Bíblico, traduzida como perfeito, é teleion, que pode também ser traduzida como completo. Perfeito também significa ser completo. Mas isso não significa que ser perfeito é apenas estar completo. Perfeição é a beleza que não é apenas a maior entre todas, mas a que serve de parâmetro para algo que possua ou alguém que deseja possuir tal característica. Lembrando que perfeição não é apenas um elemento de cunho estético, mas também ético e, sobretudo, de essência.

Conforme afirmou Tomás de Aquino, a necessidade de alcançar tal ideal tem origem em um Ser perfeito, cuja existência é necessária para a existência da perfeição. Não há como não recorrer ao argumento de René Descartes, mesmo desconsiderando todo seu mecanicismo racionalista, de que uma mente que dúvida é imperfeita, pois se duvida é porque não possui todo o conhecimento. Mesmo assim, ela tem a ideia de que a perfeição existe. Baseado nisto, Descartes afirmou que esta ideia não pode ter origem em algo imperfeito, mas apenas em algo perfeito: Deus. Por isso, conforme afirmei no livro Culto racional, Deus indagou a Jó: “Quem deu sabedoria ao coração e entendimento à mente?” (Jó 38:36). Óbvio que Jó sabia a resposta, assim como você também sabe.

Certa vez Deus propôs a Abraão: “Anda na minha presença e seja perfeito.” (Gênesis 17:1). A expressão traduzida por perfeito é tamiym, que significa completo ou íntegro. Esta foi a expressão usada, por exemplo, em Gênesis 6:9: “Noé era um homem justo e íntegro (tamiym) em sua geração. Ele andava com Deus”.

Noé vivia, com sua família, em meio de uma humanidade severamente corrompida. Uma degradação tão intensa que causou a ira de Deus e O levou a sentenciar: “Por causa da perversidade do homem, meu Espírito não contenderá com ele para sempre.” (Gênesis 6:3). A narrativa é clara e detalhada: “O SENHOR viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal.” (Gênesis 6:5). Realidade semelhante à descrita por Paulo em sua carta aos romanos (Romanos 1:21-24) e também à nossa.

Noé foi achado íntegro porque, mesmo vivendo em meio de uma geração corrupta, “andava com Deus”. Esta foi a perfeição que Deus propôs a Abraão. Vemos em ambos os casos o princípio de que Presença de Deus e perfeição são indissociáveis. Uma não é possível sem a outra. Assim, temos que concluir que qualquer ideal de perfeição desprovido de Presença de Deus é, além de idolatria, uma ilusão. 

Atrelada à necessidade de alcançar a perfeição está a referência existencial, que é a necessidade de ter como referência algo ou alguém em que você molda sua existência, seja de forma inconsciente ou consciente. Um músico, por exemplo, busca a perfeição musical baseado na performance de outro músico que ele julga possuir tal característica. O mesmo princípio está presente em outras áreas.

O fato de Deus chamar Abraão para andar com Ele e ser íntegro demonstra a veracidade deste princípio. O homem foi formado à imagem e semelhança de Deus. Ele (Deus) foi – e É – o modelo usado na formação humana. Por isso o apóstolo Paulo revelou, em sua carta aos romanos, o propósito de Deus a nós de vivermos conforme a imagem e semelhança de Seu Filho Unigênito, ou seja, termos Ele como nossa referência existencial (Romanos 8:29). Ele é a imagem do Deus invisível (Colossenses 1:15). Assim, Ele é o Ser perfeito, a origem e modelo da perfeição. Por isso o apóstolo Paulo afirmou: “Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” (Filipenses 3:14). Esta soberana vocação é ser perfeito em Cristo. Algo redundante.

Não há como separar a busca em ser perfeito do motivo que a pavimenta. Por que queremos ser perfeitos? O motivo é demonstrado pelo objeto que utilizamos como referência. Se é Jesus, o Deus encarnado, veremos que uma das características de perfeição é humildade. No entanto, ela não existe sem o reconhecimento do pleno Senhorio de Cristo sobre nós.

Como um erudito judeu, conhecedor destes princípios, o apóstolo Paulo preconizou: “Nós o proclamamos, advertindo e ensinando a cada um com toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito (teleion) em Cristo.” (Colossenses 1:28). Nosso aperfeiçoamento se dá na medida em que conhecemos o Ser perfeito (Jesus) e nos submetemos a Ele. Tal conhecimento, no entanto, se dá através da advertência e do ensino de Sua Palavra (Evangelho segundo João 5:39). Entra em cena o culto racional. 

Uma vez comprometido o ensino sobre quem Jesus, o Ser perfeito, é; a obtenção do conhecimento da perfeição também se compromete, não indo além da consciência de sua existência. Por isso estamos muito longe de sermos perfeitos, a fim de que o mundo veja Jesus em nós, a esperança da Glória para um mundo corrompido como o que Noé viveu e que Paulo experimentou e relatou, e por isso advertiu: “A natureza criada aguarda, com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados, não pela sua própria escolha, mas por causa da vontade daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria natureza criada será libertada da escravidão da decadência em que se encontra, recebendo a gloriosa liberdade dos filhos de Deus.” (Romanos 8:19-21).

Por isso, devemos atender a advertência de Jesus: “Sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.” (Evangelho segundo Mateus 5:48).

segunda-feira, 1 de agosto de 2016